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A ESPERANÇA JÁ NÃO É MAIS A ULTIMA QUE MORRE

 

Estados Depressivos, Ideação Suicida e Terapia Ortomolecular.

 

Artigo publicado no site Vila Mulher

http://vilamulher.terra.com.br/mirhyam/terapia-ortomolecular-e-estados-depressivos-9-2499783-120914-pfi.php

e no Jornal Ganesha

http://www.ganesha.jor.br/index.php?option=com_content&view=article&id=258:ortomolecular&catid=1:artganesha&Itemid=2

 

 

“O suicídio se inicia no momento em que entregamos ao outro o domínio de nossa própria vida... No momento em que abdicamos de nossas vontades e negligenciamos nossos desejos, deixando de lado a autenticidade e suprimindo nossa individualidade.”

David Pecis 

 

Em tempos de crise como o que estamos vivenciando observa-se um aumento considerável nos índices de suicídio, foi sabendo disso que Margaret Chan, diretora da OMS (Organização Mundial de Saúde) alertou: “São conseqüências da crise, que deve multiplicar os índices de transtornos mentais. Existem evidências claras que o suicídio está relacionado a desastres financeiros.”, talvez embasada nos inúmeros casos de suicídio ocorridos na grande crise de 1929, todavia devemos ser muito cuidadosos ao relacionar o suicídio ao dinheiro, afinal, se assim fosse, quantos desempregados, moradores de rua e tantas outras pessoas que vivem em precárias condições de subsistência e nunca tentaram o suicídio. 
Entende-se que o suicídio e o estado depressivo estão intimamente relacionados, em casos extremos, a pessoa tira sua vida muitas vezes em decorrência de motivo fútil. 
Em alguns casos tirar a vida é só a consumação de um fato que já havia acontecido há tempos. 
Podemos observar que os índices de suicídios em países desenvolvidos sejam maiores do que em países em desenvolvimento e/ou subdesenvolvidos, onde os cidadãos já estão habituados a uma vida de privações e têm a possibilidade de culpar outros pela sua situação, transferindo para o sistema e para os governantes, a responsabilidade pelo seu infortúnio, aliviando assim, o peso da culpa pelo seu fracasso, o que dificilmente acontece nos países ditos “de primeiro mundo” que teoricamente dão condições igualitárias de desenvolvimento individual a todos, com boa educação, bom sistema de saúde pública, oportunidades de emprego e renda, neste caso, o único responsável pelo fracasso, passa a ser o próprio fracassado, peso e responsabilidade que às vezes torna-se um fardo muito pesado de carregar. 
Perder, em geral não é algo que possa se chamar de agradável, e neste caso, a infelicidade e o sofrimento são sentimentos inerentes à perda, seja ela de um ente querido, do emprego, de um bem, ou mesmo do status social, da reputação, da identidade pessoal. 
Sentir-se triste em algum momento, ou por alguma coisa, é característica da condição de seres humanos que estamos inseridos, todavia, o estado depressivo, principalmente as refratárias (as que persistem mesmo sem motivo aparente), passam a ser nocivas acompanhadas ou não de ideação suicida. 
As causas podem ser infinitamente variadas, tendo em seu hall de possibilidades, a falta de motivação pessoal/profissional, a perda (seja ela qual for), a dificuldade de comunicação, a falta de interação com um grupo social, a privação por falta de recompensas durante a conquista, a solidão, a desconfiguração da imagem pessoal, causas congênitas e hereditárias, dentre outras tantas. 
Analisando o perfil emocional do endivido em estado depressivo sob o prisma da Terapia Ortomolecular, percebemos que quase sua totalidade estão inseridos em diáteses como a diátese III (distônica), neste caso, caracterizada por uma angústia e tristeza sem ideação suicida e a diátese IV (anérgica), caracterizada pela tristeza com a presença de desejo de morte e ideação suicida. 
Em geral um Cliente anérgico apresenta todos os graus de desgosto pela existência, normalmente ocasionado por entender a vida como um grande absurdo, pelo desejo de desistência das atividades, dos esforços, pelo desejo de repouso ou até mesmo de desaparecer. 
O Cliente distônico é um melancólico, ansioso, emotivo, angustiado, mas diferencia-se do anérgico no que se refere à agressividade que eventualmente o anérgico apresenta, com nuances de oscilações repentinas de humor que por sua vez o distônico não apresenta. 
A terapêutica ortomolecular dispõe de vasto arsenal de pesquisas que permitem a comprovação da validade de sua prática. 
Vale ressaltar que após mais de 70 anos de pesquisas e práticas e após mais de 20 anos de utilização dos gluconatos metálicos, não foi possível observar um só caso de efeito tóxico, isto significa que sua toxidade é nula ou quase nula1, desse modo, mesmo o lítio, em sua forma oligoelementar não causa intoxicação orgânica. 
A indicação de oligoelementos para o tratamento de estados depressivos é representada pela forma com que a tristeza se apresenta, predominando a melancolia, a inibição psicomotora (que atingem principalmente a comunicação), a presença de idéias suicidas e tantos outros fatores, mas de modo generalizado, podemos observar resultados muito positivos quanto à utilização de complexos oligoselementares como o cobre-ouro-prata e o manganês-cobalto, e do oligoelemento lítio. 
O cobre-ouro-prata tem uma ação freqüentemente favorável contra a fadiga, a perda de vitalidade, a abulia e os equivalentes somáticos, já o manganês-cobalto age principalmente combatendo a ansiedade, em casos de ansiedade no estado depressivo não tem muita eficácia se ministrado de forma isolada, neste caso, sugere-se sua associação com o complexo anterior (cobre-ouro-prata), tomados de forma intercalada, um pela manhã e outro a noite. 
O lítio tem uma ação direta e eficaz sobre a ansiedade e a tristeza, agindo como corretor de distúrbios do sono. 
Com relação à ideação suicida, uma vez presente na sintomatologia da diátese enérgica, a ação do corretor de campo e da barreira intermentes (cobre, cobalto, cromo e selênio), será efetiva no retrocesso do quadro e na melhora dos sintomas. 
A proposta de tratamento ortomolecular é individual e específica, devendo-se antes de tudo realizar um levantamento geral de informações a cerca do Cliente mediante entrevistas, anamnese, questionários e análises complementares, para poder classificá-lo em uma diátese, identificando o estado psico-físico para só então indicar com precisão o tratamento adequado e que seja devidamente eficaz. Procedimento que jamais poderia ser feito por pessoa que não disponha de vasto conhecimento do funcionamento bioquímico do organismo, do processo de desarmonia e da terapêutica ortomolecular em si. 
Em caso de opção pelo tratamento ortomolecular é imprescindível que o mesmo seja realizado por profissional devidamente qualificado.

E lembrem-se, muitos que andam entre nós, de certa forma, já estão mortos enquanto que alguns de nossos mortos permanecem vivos através dos séculos.

 

David Jansen Pinheiro Pecis

Presidente da Sociedade Despertalista do Brasil